::Sangrando Febre::
Sou levado às pressas à angústia Com a infecção do medo Estão evocadas ao hospital das minhas vísceras as emergências todas Secreto um desespero grosso e escuro Já sobre o retângulo de esparadrapo
Há manchas arrumando-se no tempo da cavidade da cama, No metal úmido do abdome Na presença fria e inchada da febre Na desconfiança sei transtornada do meu coração-deserto
Uma cegonha de capa e cartola aparece e pergunta Se procuro alguém sem transporte E com urgência respondo que não ela manda que eu entre Paro diante da falta de jeito com a situação E quero observar os gestos De seus pés que ciscam sem calma
- São teias, finas e trêmulas
Pergunto os cotovelos imediatamente na cama veias saltando do pescoço se lá dentro o chão é assim jogado sobre o vazio Ela não pode responder porque nunca entrou lá E assobia uma canção bonita de tirar o fôlego com um-seu motivo que parece descobrir na noite
por jeffersonalvesdelima@hotmail às 02h21
[ ]
[ ::Há um Click Dentro da Mão:: ]
[ O Tempo, Este de Cabelos Cansados ]
|