foto Beth Barone


::A AUTO-ELÉTRICA SOA ATRÁS DAS CABANAS DE ÓPERA-CÔMICA::

Montado sobre uma tampa de refrigerante,
um pequeno teatro de fantoches anunciava para as 15h30
a apresentação de uma estória sobre um grupo de pulgas de circo.

Representadas, na trama, no momento de encenação no picadeiro
e introduzidas pelo fático “senhoras e senhores,”,
as pulgas mostravam, de acordo com a estória, o resultado de algumas horas de ensaio com o trapézio, os aros e uma pequena gangorra.

Tudo corria bem até o intervalo - quando uma das pulgas
irritou-se com o descuido em que lhe pareceu estar atirado um dos lados da gangorra – precisamente o que lhe cabia dentro da encenação -
e resolveu, no meio do segundo ato e para surpresa das outras duas pulgas que a acompanhavam no picadeiro, dirigir-se ao público comentando sobre o acúmulo de poeira que via sobre a pequena gangorra.

Profundamente incomodada com o que tomou como uma
indiscreta ofensa, a pulga a quem cabia a limpeza da gangorra,
convidou, então, o público, entre risos, a conhecer uma rápida estória sobre um
grupos de ácaros e um grupo de fungos que disputavam
o direito à propriedade de um monte de poeira.

Na história, ácaros e fungos dormiam depois
de uma noite exaustiva de mudanças no espaço
provocadas pela passagem de um ramo de vassoura,
quando foram despertos pela chegada de um grande 
número de bactérias, provavelmente, trazido
pela sola de uma bota que se demorou enormemente por ali.  
  
As bactérias, pelo grande número e pela disposição em ficar no lugar,
resolveram exigir, tanto dos ácaros quanto dos fungos,
todas as proteínas que por ali se encontrassem.

As proteínas, percebendo que os ânimos no lugar já se estremeciam,
pediram a permissão de mediar a discussão
sobre quem possuía direitos sobre o lugar.

No entanto, antes que a mediação da disputa
fosse passada às proteínas, uma das próprias proteínas do grupo discordou
da sugestão e, para justificar sua recusa,
pediu para contar uma pequena estória de poucas linhas
sobre uma carga de elétrons
que viajavam pela primeira vez juntos.

Sugerindo, no entanto, que levaria um bom tempo para contar toda a estória,
ela começou lentamente e com voz baixa:
- Vamos pensar que talvez toda a linguagem seja um recurso montado sobre uma tampa de refrigerante...


por jeff@ig.com.br às 01h38 [   ]
[ ::Há um Click Dentro da Mão:: ]




[ O Tempo, Este de Cabelos Cansados ]



22/11/2009 a 28/11/2009
15/11/2009 a 21/11/2009
08/11/2009 a 14/11/2009
01/11/2009 a 07/11/2009
25/10/2009 a 31/10/2009
11/10/2009 a 17/10/2009
04/10/2009 a 10/10/2009
27/09/2009 a 03/10/2009
06/09/2009 a 12/09/2009
30/08/2009 a 05/09/2009
21/06/2009 a 27/06/2009
31/05/2009 a 06/06/2009
10/05/2009 a 16/05/2009
26/04/2009 a 02/05/2009
12/04/2009 a 18/04/2009
05/04/2009 a 11/04/2009
29/03/2009 a 04/04/2009
22/03/2009 a 28/03/2009
15/03/2009 a 21/03/2009
08/03/2009 a 14/03/2009
01/03/2009 a 07/03/2009
15/02/2009 a 21/02/2009
08/02/2009 a 14/02/2009
01/02/2009 a 07/02/2009
18/01/2009 a 24/01/2009
11/01/2009 a 17/01/2009
21/12/2008 a 27/12/2008
07/12/2008 a 13/12/2008
30/11/2008 a 06/12/2008
23/11/2008 a 29/11/2008
16/11/2008 a 22/11/2008
09/11/2008 a 15/11/2008
02/11/2008 a 08/11/2008
26/10/2008 a 01/11/2008
19/10/2008 a 25/10/2008
12/10/2008 a 18/10/2008
05/10/2008 a 11/10/2008
28/09/2008 a 04/10/2008
21/09/2008 a 27/09/2008
07/09/2008 a 13/09/2008
31/08/2008 a 06/09/2008
17/08/2008 a 23/08/2008
10/08/2008 a 16/08/2008
03/08/2008 a 09/08/2008
27/07/2008 a 02/08/2008
13/07/2008 a 19/07/2008
06/07/2008 a 12/07/2008
29/06/2008 a 05/07/2008
22/06/2008 a 28/06/2008
08/06/2008 a 14/06/2008
11/05/2008 a 17/05/2008
23/03/2008 a 29/03/2008
09/03/2008 a 15/03/2008
10/02/2008 a 16/02/2008
06/01/2008 a 12/01/2008
16/12/2007 a 22/12/2007
02/12/2007 a 08/12/2007
18/11/2007 a 24/11/2007
28/10/2007 a 03/11/2007
16/09/2007 a 22/09/2007
12/08/2007 a 18/08/2007
29/07/2007 a 04/08/2007
10/06/2007 a 16/06/2007
27/05/2007 a 02/06/2007
20/05/2007 a 26/05/2007
13/05/2007 a 19/05/2007
06/05/2007 a 12/05/2007
08/04/2007 a 14/04/2007
04/03/2007 a 10/03/2007
14/01/2007 a 20/01/2007
03/12/2006 a 09/12/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
16/04/2006 a 22/04/2006


 
 



::Textos Novos Viajam de E-mail::
  • Comunidade APlenosPulmoesss no Orkut
  • Colaborações no Cronópios
  • Colaborações no Germina Literatura
  • Colaborações no Paralelos;
  • Colaborações no Overmundo
  • Colaborações no Nao-til
  • Colaborações no Leia Livro
  • Blog Blog da Nina
  • Coletivo Sabotagem_Download de Livros
  • Pirikart
  • Desconcertos
  • a FiloPoesia
  • ro-tina
  • A Sacudidora de Palavras
  • Quaderno
  • O Circo de Mármore
  • Não Dois, Não Um
  • Espelunca
  • Libertal Libertário Libertino
  • ..__>LaboratóriO_rquestra{Texto
  • O Corifeu
  • Coisas do Chico
  • Beth Barone
  • Algumas Coisinhas da Jéssica
  • Passagem das Minhas Horas
  • PDL - Livros para Download
  • Ateus - Livros para Download
  • Ai Meus Sais
  • Mawa Com W
  • Eu Tava Aqui Pensando ou Blá Blá Blá
  • Feijão Tropeiro
  • Lave o Arroz
  • Wonderlando
  • Marcelo Coelho
  • Sites que Nós Amamos
  • Blog Mostra Sesc
  • O Troglodita
  • Transtorno Dissociativo
  • Cronicats
  • Alma da Palavra
  • Blog da Capitu
  • Distopia

  • UOL - O melhor conteúdo
    BOL - E-mail grátis


     

      Jefferson Alves de Lima / A Plenos Pulmõesss
    (A Plenos Pulmões - Blog de Literatura / Blog Literário para Google Ver)


     
    Halloween Costume Ideas
    XML/RSS Feed


    Nos Arquivos

    ::CHUVA::
    No parapeito baixo
    da janela rosa,
    algumas gotas cantoras
    subiam depois de tocar
    a terra branca e a grama nova.

    Aproveitando o dia claro,
    outras gotas davam à chuva
    aulas de brincadeiras infantis
    girando em torno de si próprias e
    depois deitadas com as horas do meio-dia
    no pequeno jogo de descobrir.

    Com as asas molhadas sob o sol,
    o carteiro assobiava,
    fazendo um bico dentro
    [da caixa de correspondência,
    que era uma sorte
    ninguém saber o que há depois da morte
    se não era bem capaz de aparecer um filha da puta
    dizendo que sabe de que maneira
    se deve viver.

    (Abril / 006)



    ::PÉS PEQUENOS
    E PRONTOS PARA DANÇAR
    A QUALQUER MOMENTO::

    Alguma coisa já dita antes da Terra:
    Todo o problema é decalcar as palavras da abundância
    O inferno não conhece a fúria como palavra
    O corpo não conhece o sexo como palavra
    O silêncio, o escuro, o tempo,
    o azul, o amarelo e o vermelho,
    pelo que parece,
    não sabem das palavras

    (Abril / 006)


    Jefferson Alves de Lima, nasceu em 1975, "odiei com muito empenho a poesia até os 25", está a ponto de acreditar que vai concluir o mestrado em Comunicação e Semiótica

    Ou só o do e-mail:jeffersonalvesdelima@hotmail.com