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Um grupo de seis pessoas chegava, finalmente, à última parte de um passeio que mostrava - por um pequeno valor fixo – um teatro sobre o homem. Como último movimento, o carro com as seis pessoas, que um senhor de barba e bigode muito pretos conduzia puxando lentamente um cavalo, entrava em uma praça que, percebia-se desde muito longe, era ocupada por mendigos.
Toda a plástica do elenco de atores reforçava a idéia de miséria a que seus personagens se submetiam – muitos deles mostravam, inclusive, os olhos amarelos e doentes, o que levou um dos casais do grupo, bastante impressionado, a perguntar se havia ali apenas atores.
No elenco, havia, especialmente, um homem feio e magro, pobremente enrolado em cobertores, sobre uma pilha alta de caixas. Chamava a atenção, sobre as caixas, um aparelho de televisão ligado à sua frente. Com os olhos esquecidos na televisão improvisada, parecia dar verdade ao fim da travessia.
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