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::A CHUVA AGUARDA NO PORTÃO DE EMBARQUE::
Uma velha vestida pobremente atravessava a rua de um lado para o outro da calçada. Quando completava a travessia, tornava a fazê-la no sentido contrário, levando, assim, um longo tempo para percorrer um mínimo trecho do caminho. Um homem de óculos e mãos nos bolsos que observava a distância os movimentos da mullher imaginou que o que ela ia fazendo servia a esgotar, com menos enfado, o tempo que tinha. A velha, por seu lado, imaginava que essa era a maneira de desprender-se da obrigação de ter o tempo.
por jeff@ig.com.br às 23h03
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[ ::Há um Click Dentro da Mão:: ]
[ O Tempo, Este de Cabelos Cansados ]
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