Todas as casas, prédios e as portas de ferro vão até o final da noite.
Discutem por si um silencioso olhar para entrar o dia,
a chance largada para às vistas de ninguém com o carro que partiu até [abandonar a via quieta,
até o silêncio que girará pelo mesmo som matemático.
E a música ganha cheiro e volume nos aviões em rota no escuro,
latas e latidos chutados contra a solidão das mãos nos bolsos.
O frio conjuga o capim que viceja no cimento manchado de lixo e tem gana de [responder com o surdo poder do sonho.
As vozes contam sete passos antes de se atirarem das janelas.
O corpo duvida do sangue que coagula sob a pista que desce cinza e branca,
das linhas lidas debaixo dos golpes secos da calçada,
da vermelha inocência das portas.